
Os jornalistas Henrique Ternus e Gabriel Dias* colaboram com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Após a cassação do agora ex-prefeito Rafael Bortoletti, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) marcou a eleição suplementar de Viamão para o dia 12 de abril. A data aparece em despacho do presidente da corte, desembargador Mário Crespo Brum, e ainda precisa do aval do plenário, mesmo que sejam remotas as chances da data ser rejeitada.
Em abril, os viamonenses terão de votar para escolher um novo prefeito e também um novo vice. Até lá, o município segue sendo comandado interinamente pela presidente da Câmara de Vereadores, Michele Galvão (PSDB).
Bortoletti e o vice, Maninho Fauri, tiveram os diplomas cassados pelo TRE por conduta vedada pela lei eleitoral. Ambos compareceram ao evento de reabertura do Parque Saint'Hilaire, em setembro de 2024. A legislação impede que candidatos participem de inaugurações de obras públicas nos três meses anteriores ao pleito.
Os possíveis candidatos já estão se articulando na cidade para se viabilizarem na disputa. O nome mais cotado neste momento é do comunicador Guto Lopes (PDT), derrotado na eleição de 2024. Ele tenta agregar o apoio do PT para fortalecer a chapa.
Na situação, o PSDB mantém o mistério sobre quem será o indicado, mas Michele Galvão desponta internamente como uma das favoritas. De saída do ninho tucano a caminho do PSD de Eduardo Leite, o deputado Professor Bonatto (ex-prefeito e até então um dos principais líderes do PSDB viamonense) também pode indicar algum aliado pelo novo partido.
Pela direita, o PL deve indicar o vereador Jonas Rodrigues, que conta com o apoio do vereador Jessé Sangalli. O parlamentar de Porto Alegre já teve mandato em Viamão e alçou Jonas como seu representante na cidade.
*Com orientação e supervisão de Henrique Ternus






