
Passou-se mais de um quarto de século entre as primeiras discussões sobre um acordo entre o Mercosul e a União Europeia e a aprovação, pela maioria dos países do bloco europeu, nesta sexta-feira (9). Foram 26 anos e, em pelo menos 11 deles o presidente Lula trabalhou pela concretização.
Desde seu primeiro ano de mandato, em 2003, Lula trabalhou para fortalecer o Mercosul, convencido de que as nações da América do Sul seriam mais fortes negociando juntas. Com as trocas de governo nos países, mais de uma vez o acordo esteve próximo de morrer sem nunca ter sido fechado.
No terceiro mandato, iniciado em 2023, Lula resolveu que trabalhar pelo acordo seria uma de suas prioridades. Já no primeiro ano se reuniu com líderes da União Europeia e, na sequência, teve uma série de encontros com a todo-poderosa Ursula von der Leyen, o último deles durante a COP30, em Belém.
O empurrão para destravar o acordo veio de onde menos se esperava, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com o tarifaço imposto a diferentes países, incluindo os parceiros europeus, Trump deu o argumento que faltava para consolidar uma aliança comercial que reduz a dependência dos Estados Unidos.
Lula comemorou a aprovação do acordo como “uma vitória do multilateralismo”. Ainda há resistências de setores que serão prejudicados, porque não conseguem competir de igual para igual, mas a aprovação do acordo é um gol de Lula na política externa. O presidente brasileiro não conseguiu realizar o desejo de assinar o acordo durante seu período na presidência rotativa do Mercosul, mas isso é o que menos importa. Para a economia do bloco, é uma notícia excelente neste começo de 2026.





