
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Recorde para os governos de Eduardo Leite, a Secretaria de Obras Públicas encerrou 2025 com investimentos de R$ 1,7 bilhão no Estado. Quase todo o dinheiro (R$ 1,4 bilhão) foi aplicado em construções e reformas de prédios públicos, com foco nas escolas estaduais, em obras que ainda estão sendo executadas. O restante foi aplicado em intervenções concluídas no ano passado.
As instituições de ensino receberam R$ 484 milhões no ano. Pouco mais de um quinto do total, cerca de R$ 98 milhões, foi aplicado em obras de 179 escolas já finalizadas. O restante do valor foi direcionado para intervenções em 220 escolas, que ainda estão em andamento. As melhorias contemplam reformas de infraestrutura e construção de novos espaços, como ginásios, quadras esportivas e prédios com salas de aula.
A maior parte dos investimentos feitos no ano passado, entretanto, se refere a prédios ligados à segurança pública e ao sistema penal, com cerca de R$ 1 bilhão no período. O valor engloba a finalização da nova cadeia pública de Porto Alegre, além de construções e melhorias em outros presídios do Estado.
Há ainda outras obras realizadas, como a pavimentação dos pavilhões do Parque Assis Brasil (da Expointer) ou a manutenção da cobertura da sede da Secretaria de Agricultura. O governo também destinou R$ 35,7 milhões para as obras das barragens dos arroios Taquarembó, em Dom Pedrito (que atingiu 60% de execução), e Jaguari, em São Gabriel (cujo projeto já foi 94% executado e deve ser entregue ainda no primeiro semestre de 2026).
— O último ano mostrou que a reestruturação do Estado teve resultados positivos. Deixamos para trás um tempo em que nem salários eram pagos em dia e hoje podemos falar de investimentos bilionários. Isso é fruto de um trabalho intenso e dedicado para mudar a realidade do Rio Grande do Sul — celebra a secretária de Obras, Izabel Matte.
A pasta destaca que duas mudanças adotadas para agilizar a contratação foram concluídas no ano passado e permitiram o volume maior de investimentos. Uma delas é a consolidação da Contratação Simplificada, modelo que permite licitações por blocos regionais de prédios públicos. A outra é o credenciamento de empresas, em que o Estado elimina a necessidade de licitação para selecionar quem fará a obra. Neste caso, a contratação é feita a partir de um cadastro de empresas qualificadas previamente habilitadas.



