
Na hipótese de o governador Eduardo Leite decidir cumprir todo o mandato, como fica o vice-governador Gabriel Souza? Essa pergunta tem sido feita nos círculos políticos, tanto entre os aliados de Gabriel quanto seus adversários.
O senso comum diz que Gabriel ficaria enfraquecido, porque assumindo como governador interino no início de abril terá a visibilidade necessária para alavancar sua candidatura. Leite faz outro raciocínio e usa seu próprio exemplo em 2022, quando concorreu sem estar no cargo, para dizer que Gabriel pode até sair ganhando se ele não for candidato.
Por essa lógica, sem acumular as tarefas de governador, Gabriel teria mais tempo para se dedicar à campanha e estaria livre de pressões e cobranças dirigidas a Leite por iniciativas como a polêmica concessão de rodovias. No MDB, a expectativa é de que o governador seja candidato e ajude a alavancar a candidatura de Gabriel.
Ser o candidato do governo tem ônus e bônus. De um lado, 2026 será um ano de entregas. Embora o candidato fique impedido de participar de inaugurações no período eleitoral, as realizações do governo estarão no centro da campanha. As cobranças também.




