
Por mais de uma hora, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o presidente do PP, Covatti Filho, conversaram na tarde de quinta-feira (4) sobre a eleição de 2026, na qual os dois são pré-candidatos ao Palácio Piratini. Gabriel começou lembrando que MDB e PP estão juntos há 12 anos e que não há lógica em se aliar com quem, na campanha, vai bater no projeto que os dois partidos defendem — referindo-se ao candidato Luciano Zucco (PL), com quem a ala mais à direita do PP vem flertando.
O vice-governador lembrou que no governo de José Ivo Sartori (MDB), o PP teve dois secretários: Ernani Polo (Agricultura) e Pedro Westphalen (Transportes). Na primeira gestão de Eduardo Leite (PSDB), o próprio Covattinho foi secretário da Agricultura e, quando decidiu voltar à Câmara, foi sucedido pela mãe, Silvana. No atual governo, o pai do deputado é secretário de Desenvolvimento Rural (depois de ter sido do Turismo) e Polo comanda o Desenvolvimento Econômico. Já o deputado Frederico Antunes está na liderança do governo desde o primeiro mandato.
Depois de discorrer sobre a necessidade de manter a aliança na próxima eleição, Gabriel fez o que pode ser definido como uma proposta irrecusável ao PP. Sugeriu que ele, Polo e Covatti mantenham suas pré-campanhas na rua e “lá na frente” se escolha o candidato, levando em conta quem é mais competitivo.
— Propus uma aliança em torno de um projeto de Estado. Se ficar claro ali na frente que um deles é mais competitivo, sem problemas, abro mão da candidatura — contou Gabriel à coluna.
Para não deixar dúvida de que está assumindo um compromisso e não apenas acenando com uma possibilidade, o presidente do MDB, Vilmar Zanchin, formalizará a proposta na segunda-feira (8).






