
Com dois pré-candidatos a governador e duas propostas idênticas para a eleição estadual de 2026, o Progressistas (PP) deverá decidir no voto dos integrantes do diretório se aceitará a oferta de Gabriel Souza (MDB) ou a de Luciano Zucco (PL). MDB e PL formalizaram ao partido a proposta de cada um manter seus pré-candidatos até o final de março e, então decidir quem encabeçará a chapa, com base em uma pesquisa ampla que avalie não só a intenção de voto, mas dados como rejeição e potencial de crescimento.
Tanto Zucco quanto Gabriel se comprometeram a abrir mão da candidatura se o nome do PP se mostrar mais competitivo. Caso isso não aconteça, o PP indica o vice e uma das vagas do Senado.
O problema do PP é que ele tem dois pré-candidatos: o próprio Covatti, que não esconde a simpatia pela aliança com o PL, e o secretário de Desenvolvimento Ernani Polo, que deseja manter a aliança que hoje sustenta o governo de Eduardo Leite (PSD).
Na terça-feira (9), Covatti se reuniu com a bancada federal do PL, em Brasília. Além de Zucco e Giovani Cherini, presidente do partido, participaram os deputados Bibo Nunes, Maurício Marcon, Marcelo Moraes, Osmar Terra e Ubiratan Sanderson.
Cherini distribuiu a foto e uma nota com o título “PL e PP avançam em diálogo por grande aliança de direita no RS”. De acordo com Covatti, não houve avanço porque o PP precisa consultar as bases:
— O que a nossa base quer é candidatura própria. Temos todas as condições de encabeçar a chapa e os dois nos deram essa possibilidade. Agora a base precisa trabalhar para garantir que nos mostremos mais competitivos do que eles.
Covatti e Polo conversaram na segunda-feira (8) sobre a forma de resolver o impasse, mas ainda não chegaram a um acordo.





