
Em resposta a um pedido de informações feito pelo repórter Vinicius Coimbra, o governo do Estado divulgou os dados relativos a todos os voos feitos pelo governador Eduardo Leite em aeronaves oficiais, de 2019 a 30 de outubro de 2025.
O ano cheio com menor número de viagens foi 2020, por causa da pandemia. Em 2022, Leite fez poucas viagens, porque renunciou ao mandato logo no início do ano.
A informação inicial, dada a Coimbra e ao deputado Felipe Camozzato, era de que os dados não podiam ser revelados porque estavam sob sigilo até o final do mandato de Leite. Diante das críticas ao segredo, o próprio governador mandou tornar públicas as informações, mas até a semana passada a alegação era de os dados ainda não haviam sido liberados pela necessidade de um trâmite administrativo a ser cumprido entre Casa Militar e Ouvidoria-Geral do Estado.
Como a coluna informou na sexta-feira passada (5), o pedido para desclassificação das informações da condição de reservados estava na Casa Militar e seriam liberados tão logo fosse possível. Isso ocorreu nesta quinta-feira (11).
O relatório em formato de planilha contém a data dos voos, a origem, o destino, o tempo de voo, o motivo da viagem, o valor estimado, os passageiros e os acompanhantes. Todas elas, com exceção dos voos de resgate durante as enchentes, estão classificadas como “viagem governamental” e na identificação dos acompanhantes constam o nome dos assessores ou apenas “comitiva”. Em raríssimas viagens, o marido do governador, Thalis Bolzan, aparece como passageiro.
São, em mais de 99% dos casos, viagens dentro do território do Rio Grande do Sul. Entre as exceções, estão viagens Florianópolis (SC), Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo (SP).



