Do Rio de Janeiro, onde vai passar o feriado de Natal com a família, o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, celebrou a autorização definitiva do Ministério da Educação para a abertura da Faculdade de Medicina. Foram quase quatro anos de idas e vindas pela burocracia federal até a assinatura, nesta terça-feira (23), da portaria que autoriza o funcionamento do curso.

— Tivemos de fazer duas provas de habilitação, por mudança na legislação e ampliação das exigências. Na primeira, tiramos 4,85 (de 5). Na segunda, conseguimos melhorar ainda mais e fomos a 4,93 — comemora Mohamed.
Começa agora uma corrida contra o tempo para a realização do vestibular em janeiro ou fevereiro, para que as aulas possam se iniciar em março ou, no máximo, no segundo semestre. O campus, no Shopping Total, já está preparado, e o hospital vai passar por adaptações para receber os alunos.
O preço da mensalidade será discutido em um workshop na sexta-feira (26), mas não deve ser muito diferente do cobrado nas faculdades privadas de medicina — de R$ 12 mil a R$ 13 mil —, com a possibilidade de concessão de bolsas para alunos carentes. O processo seletivo será rigoroso, feito pela Vunesp, de São Paulo.
— Queremos descobrir talentos, formar e retê-los no Rio Grande do Sul, para elevar a qualidade dos serviços e contribuir para o desenvolvimento do Estado. Nosso objetivo não é ganhar dinheiro com a faculdade, mas contribuir para a elevação do nível de ensino da medicina — diz o CEO do Moinhos.
Mohamed destaca os diferenciais da Faculdade Moinhos em relação a outros cursos de Medicina:
— Nossos alunos terão 1.200 horas/aula a mais do que os de outros cursos. Vamos utilizar o método PBL (Problem Based Learning), que significa aprender com base em problemas reais. Além disso, terão a possibilidade de intercâmbio com instituições de excelência, como a John Hopkins e Harvard. Os melhores alunos ganharão bolsas do Instituto Moinhos Social para se aperfeiçoar no Exterior.
A Faculdade de Medicina Moinhos de Vento adotará o conceito de aprendizagem contínua, sintonizada com os avanços da pesquisa. Mohamed resume assim esse processo:
— O médico do futuro é um eterno estudante. O que aprendemos hoje pode não valer daqui a oito anos. Depois da graduação e da residência, precisamos seguir estudando porque os tratamentos evoluem. Nossa faculdade já nasce com esse espírito de abertura para a inovação.



