
Os protestos de empresários ligados à Federação dos das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) não desencorajaram o vereador Carlos Bolsonaro de trocar o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Florianópolis, para concorrer a senador. Nesta quinta-feira (11), Carluxo anunciou a renúncia ao mandato de vereador do Rio para ser candidato em Santa Catarina.
Em junho, quando Carluxo anunciou a intenção de ser candidato, a Fiesc divulgou uma nota dizendo que Santa Catarina “não precisa importar políticos de outros Estados e que o candidato ao Senado deve estar ligado aos interesses catarinenses”.
“Santa Catarina tem lideranças políticas preparadas e legítimas para representá-la no Congresso Nacional. A indústria catarinense defende que a voz do Estado em Brasília deve ser constituída com base no mérito, no diálogo com a sociedade e na profunda conexão com os catarinenses - e não por imposições externas", escreveu a Fiesc.
A candidatura de Carlos Bolsonaro rachou a base do governador Jorginho Melo e deixou ao relento o senador Esperidião Amin (PP), que pretende ser candidato à reeleição. A ideia era formar uma dobradinha com Amin, mas a deputada Caroline De Toni se rebelou e avisou que não abriria mão de sua candidatura ao Senado.
Por ironia, Amin foi escolhido relator do PL da dosimetria (que reduz as penas dos condenados por atos golpistas e favorece, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro). Amin foi um dos defensores de anistia e sempre se manteve fiel a Bolsonaro, mas foi traído pela família.




