
Começa nesta sexta-feira (5) uma nova era no PSDB gaúcho, sem a influência dos tucanos históricos. O presidente nacional do partido, Aécio Neves, anunciará a nova direção. O prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, era considerado favorito para assumir como presidente estadual do partido, em substituição à ex-prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, mas no final da tarde permanecia a indefinição. Entre os cotados estão o atual presidente do partido em Porto Alegre, Moisés Barboza, e o deputado federal Daniel Trceziak.
Os mandatos de Paula e dos demais dirigentes do PSDB nos Estados terminaram em 31 de outubro, mas foram prorrogados até 30 de novembro e, depois, até 5 de dezembro. Maranata é cristão novo no PSDB. Eleito e reeleito prefeito de Guaíba pelo PDT, decidiu sair do partido quando percebeu que não conseguiria sair candidato a governador.
Mal entrou no PSDB, com a bênção da direção nacional, à época presidida por Marconi Perillo, e Maranata foi lançado candidato ao Piratini. Um mês antes, para tentar conter os planos do prefeito de Guaíba, uma outra ala do partido lançou Paula, cujo projeto pessoal é concorrer a deputada estadual, mas aceitou assumir a condição de pré-candidata.
Tucanos remanescentes acreditam que Paula acabará acompanhando o governador Eduardo Leite no PSD, mas ela não confirma. Como está sem mandato, Paula poderia ter saído com Leite, em maio, mas optou por ficar até o fim na presidência do PSDB.
O PSDB sofrerá uma diáspora na janela partidária de março, com a saída de todos os deputados estaduais e do deputado federal Lucas Redecker, que vão para o PSD. Na Assembleia Legislativa, apenas Kaká D’Ávila não irá acompanhar o governador, mas os tucanos acreditam que irá para outro partido.

