
Em Belém com uma equipe da Secretaria da Educação e mais nove estudantes de diferentes regiões do Estado, a secretária Raquel Teixeira apresentou nesta quarta-feira (12), na COP30, o Plano de Contingência Escolar elaborado após a enchente de 2024. Uma cópia do documento foi entregue pela secretária ao ministro da Educação, Camilo Santana.
Raquel levou para a COP os aprendizados que a educação gaúcha teve com as enchentes.
— Em vez de sermos um lugar de resposta aos eventos climáticos, nós refletimos que deveríamos ser um local de prevenção a esses eventos, tornando nossa rede resiliente na infraestrutura, no emocional, dando autonomia às escolas. Trabalhamos profundamente, ouvimos as escolas, e agora vamos tornar o RS referência em educação e resiliência — disse a secretária.
O projeto das escolas resilientes já está no Fundo Nacional de Educação (FNDE) para servirem de modelo para todo o Brasil.
Raquel Teixeira contou que os planos contingência foram elaborados com o apoio de diferentes parceiros, entre os quais citou o Banco Mundial, a Defesa Civil e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que agora ajudarão na formação de professores. Um projeto piloto está sendo desenvolvido em 87 escolas de seis regiões, com cursos de 80 horas para os professores, na aplicação do plano de contingência.
O plano ensina cada escola a conhecer as suas vulnerabilidades, o local em que se situa, eventuais fragilidades na construção, como uma infiltração no telhado que precisa ser corrigida. Distribui também o papel de cada pessoa na escola, quais as rotas seguras em caso de necessidade de evacuação e os kits de apoio necessários.
— É um treinamento para saber como agir no próximo evento. Sabemos que os próximos ocorrerão de forma mais frequente e mais intensa. Os eventos climáticos acontecerão, mas eles viram desastre quando encontram a vulnerabilidade. Portanto, é a vulnerabilidade que nós temos que combater — disse Raquel.
O ministro Camilo Santana elogiou o plano e disse que o trabalho do Rio Grande do Sul está sendo um exemplo para todo o Brasil.
Os jovens levados a Belém pelo governo gaúcho fazem parte do Conselho de Participação Estudantil. São líderes escolhidos pelo programa de protagonismo juvenil da Seduc. Eles participarão de painéis e atividades, além de apresentarem a Declaração da Juventude Gaúcha pelo Clima.




