Prevista para esta quinta-feira (13), a conversa com o governador Eduardo Leite deve resultar na exoneração do secretário de Desenvolvimento Urbano, Marcelo Caumo.
O ex-prefeito de Lajeado disse ao Gaúcha Atualidade nesta manhã que, como Leite estava viajando, os dois só conversaram brevemente por telefone, no dia em que foi deflagrada a Operação Lamaçal. Nesse telefonema, Leite teria manifestado solidariedade e dito que se uma operação policial fosse suficiente para condenar alguém, não haveria necessidade de processo judicial.
Ainda que a intenção de Caumo seja continuar no governo, porque acredita no projeto de Eduardo Leite e Gabriel Souza, o afastamento se tornou imperativo.
Primeiro, porque ele não conseguiu explicar a existência de R$ 411 mil em espécie no cofre do escritório da família, do qual só ele teria a senha. Segundo, porque enquanto ele estiver no governo será usado pelos adversários do governador Eduardo Leite para atacar a administração estadual, mesmo que a investigação se restrinja à gestão na prefeitura de Lajeado.
Não se pode esquecer que seu antecessor, Rafael Mallmann, foi afastado do governo por estar sendo investigado em um caso de desvio de recursos em São Leopoldo.
O ex-prefeito de Lajeado precisa de tempo para se defender. Em tese, poderia voltar ao governo se ficar provado que é inocente, mas o tempo joga contra ele.
Por ser pré-candidato a deputado, Caumo teria de sair do governo no início de abril. Nesses meses que restam, ele terá de se dedicar à defesa, até para que sua carreira política, que parecia promissora, não termine de forma precoce.
Na entrevista à Gaúcha, Caumo disse que é inocente. Garantiu que os contratos firmados em sua gestão estão dentro da lei e não houve descumprimento por parte das empresas. Ressaltou que apenas uma parte dos recursos sob investigação veio do governo federal e foi usado para contratar profissionais da saúde na época das enchentes — Lajeado foi afetada fortemente em 2023 e 2024.



