
Reunidos na tarde desta terça-feira (18) para discutir a crise no Theatro São Pedro, que ameaça suspender as atividades do Multipalco no início de 2026 por falta de funcionários, os secretários Artur Lemos (Casa Civil), Danielle Calazans (Planejamento, Governança e Gestão) e Eduardo Loureiro (Cultura) decidiram criar um grupo de trabalho para buscar soluções. A urgência na solução foi pedida pelo governador Eduardo Leite, que ficou muito irritado com a ameaça de suspensão dos espetáculos.
Caberá a esse grupo auxiliar a Fundação Theatro São Pedro a verificar se os contratos terceirizados são suficientes para garantir a programação de 2026 ou se haverá necessidade de suplementação das equipes. O presidente da fundação, Antônio Hohlfeldt, será chamado para encontro de alinhamento na próxima semana.
Em nota, a Casa Civil afirma que "o governo do Estado reforça seu compromisso com a cultura e com a manutenção desses espaços" e diz que "nos últimos anos, o Theatro São Pedro recebeu um aporte de R$ 50 milhões, destinado a uma das maiores reformas já realizadas no local, assegurando sua preservação e modernização".
A crise no São Pedro foi revelada pela colunista Juliana Bublitz, no dia 13 de novembro. Com base em uma entrevista de Hohlfeldt, Juliana noticiou a decisão da Fundação Theatro São Pedro de suspender a assinatura de todos os contratos do Multipalco para espetáculos da temporada de 2026. A decisão comprometeria toda a programação do início do ano, incluindo o Porto Verão Alegre.
— A estrutura triplicou de tamanho, assim como as nossas atividades, mas, em mais de dois anos de tentativas, não conseguimos sensibilizar a Secretaria de Planejamento no sentido de reestruturar nosso quadro de cargos e funções. Nossa esperança é o governador — disse Hohlfeldt naquele dia.
O governo reagiu garantindo que a programação será mantida e que cabe ao gestor encontrar uma solução.
— Deve haver alternativas e não haverá paralisação das atividades. Caminho que não deve existir é transferir para a sociedade algo que não deve ser da sociedade. Foi simplificado o tema, trazendo desconforto para a comunidade cultural, o que não precisava — disse Lemos à coluna, segunda-feira.



