
Dos encontros entre chefes de Estado em Belém, a iniciativa mais concreta foi a criação do fundo Florestas Tropicais para Sempre, com a adesão de 58 países. A frustração é o baixo valor que os países ricos se comprometeram a aportar. Isso não quer dizer que o dinheiro não venha, mas para atrair doadores privados seria importante que mais nações seguissem o exemplo da Noruega e anunciassem quanto vão for para a preservação das florestas nos países em desenvolvimento.
O mecanismo é de fácil compreensão. Países ricos e empresas privadas contribuem para a formação de um fundo que será usado para compensar os países que mantêm a floresta em pé, em vez de desmatá-la. A meta é chegar a US$ 25 bilhões de governos e organizações e captar mais US$ 100 bilhões no setor privado.
O chanceler alemão Friedrich Merz, com quem o presidente Lula e a ministra Marina Silva se encontraram nesta sexta-feira (7), comprometeu-se a apoiar a iniciativa brasileira de apoio à conservação das florestas ameaçadas do mundo, mas não disse com quanto a Alemanha vai entrar. Merz afirmou apenas que a Alemanha fará uma contribuição "considerável", mas não especificou o montante.
Espera-se que até o final da CP30, em Belém, a Alemanha formalize a doação. A Noruega anunciou 2,9 bilhões de euros ao longo dos próximos 10 anos. Portugal prometeu 1 milhão de euros, o que equivale hoje a R$ 6,2 milhões.
A iniciativa, denominada Tropical Forest Forever Facility, atraiu na largada US$ 5,5 mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros) em promessas.
O encontro entre Lula e Merz não se limitou às questões ambientais. De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, os dois expressaram “entusiasmo” com a expectativa de finalizar o acordo Mercosul-União Europeia até dezembro. Também apontaram “oportunidades de aprofundar parcerias em cadeias produtivas e no setor de minerais críticos”.






