
Em meio à circulação de clientes ávidos por produtos da agricultura familiar, no início da manhã desta quarta-feira (5), o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva soltou a bomba no Gaúcha Atualidade: esta poderá ser a terceira e última edição da feira que reúne cem agroindústrias no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. O temor de Carlos Joel se deve a um projeto da vereadora Fernanda Barth (PL), hoje secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Porto Alegre, que disciplina o uso do espaço e proíbe a realização de feiras no local, com exceção da Feira do Peixe, na Semana Santa.
Na justificativa, Fernanda sustenta que "ao longo dos anos, diversos incisos foram acrescidos à legislação original, ampliando demasiadamente o número de feiras autorizadas no local, o que tem gerado desconforto e impactos negativos na circulação, no comércio local e na ocupação qualificada do espaço urbano”.
Na terça-feira, Fernanda esteve na Feira da Agricultura Familiar e conversou com a diretoria da Fetag, mas não se convenceu com os argumentos de que o espaço oferecido, na lateral do Glênio Peres (Rua Marechal Floriano), inviabiliza a participação das agroindústrias, porque só caberiam 20 em vez das cem de hoje.
Após a queixa de Carlos Joel e as críticas das apresentadoras do Gaúcha Atualidade, a secretária encaminhou mensagens esclarecendo sua posição:
— Não existe nenhuma ideia de tirar as feiras do centro. Só reposicionar, para sair de cima do estacionamento do Mercado Público e da entrada do Chalé. Eu paralisei meu projeto de lei porque o Executivo fará um decreto regrando o local das feiras. Elas ficarão mais pra trás, na lateral do largo.
Lembrada de que, segundo o presidente da Fetag, a transferência inviabiliza a feira — que já é uma das exceções e está prevista em lei para funcionar nos primeiros dias de novembro —, Fernanda insistiu:
— É só um reposicionamento, dentro do mesmo quadrilátero. Não inviabiliza. A Secretaria do Planejamento já fez o estudo. Esta é uma pauta do Schirmer (Cezar Schirmer, secretário do Planejamento). Já foram feitas várias reuniões, com muitas secretarias e técnicos do governo, com os permissionários, associação dos comerciantes do centro e administração do Chalé. Vai ser feito o melhor para todo mundo. E liberar o estacionamento do Mercado.
Ainda de acordo com a secretária, como são cinco feiras ao longo do ano, entre montagem e desmontagem, o estacionamento fica interditado tempo demais.




