
Depois de visitar a Feira da Agricultura Familiar, na quinta-feira (6), e de conversar com expositores, o prefeito Sebastião Melo tranquilizou o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, que temia pelo fim do evento no Largo Glênio Peres. Melo disse que em nenhum momento cogitou de transferir a feira para outro local na Praça XV de Novembro, contrariando a informação dada no dia anterior pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Fernanda Barth.
À coluna, o secretário de Comunicação, Luiz Otávio Prates, confirmou que Melo não pensa mesmo em acabar com a Feira da Agricultura Familiar no Glênio Peres, nem com as outras quatro regulamentadas por lei:
— O que está posto internamente é uma necessidade de reorganizar algumas questões envolvendo, principalmente, a montagem das feiras. Neste ano, a montagem da feira danificou o piso do largo. E isso é um problema.
Carlos Joel concorda em acelerar a montagem e a desmontagem da estrutura, para não deixar o estacionamento fechado por tanto tempo.
Na quarta-feira (5), em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, Carlos Joel falou sobre o temor de que a Feira da Agricultura Familiar não possa ser montada nos próximos anos por conta de um projeto da vereadora Fernanda Barth (PL), hoje secretária do Desenvolvimento, que prevê o fim das feiras no Largo Glênio Peres, com exceção da Feira do Peixe.
Durante o programa, Fernanda encaminhou uma sequência de mensagens, confirmando que a ideia do projeto dela era apenas “reposicionar as feiras, para sair de cima do estacionamento do Mercado de da frente do Chalé”. Nesta quinta-feira, publicou um vídeo negando o que escrevera dois dias antes em mensagens de WhatsApp.
"Eu paralisei meu projeto de lei porque o Executivo fará um decreto regrando o local das feiras. Elas ficarão mais pra trás, na lateral do largo. Falei ontem mesmo (terça-feira) com o pessoal da Fetag lá no estande", escreveu.
Informada de que Carlos Joel disse que a Agrifam não se viabiliza na Rua Marechal Floriano, porque só caberiam 20 agroindústrias, em vez das cem de hoje, a secretária retrucou:
“É só um reposicionamento, dentro do mesmo quadrilátero. Não inviabiliza. A Secretaria do Planejamento já fez o estudo. Isto é pauta do Schirmer faz tempo. E já foram feitas várias reuniões, com muitas secretarias e técnicos do governo. Com os permissionários (do Mercado), associação dos comerciantes do centro e administração do Chalé. Vai ser feito o melhor pra todo mundo. E liberar o estacionamento do Mercado. Pelas cinco feiras que tem durante o ano, entre montagem e desmontagem, o estacionamento fica interditado tempo demais. Os permissionários têm estudos sobre isto que mostram que a queda de comércio deles e de 40%.”
Confira as feiras que permanecerão no Largo Glênio Peres
- Feira do Peixe da Cidade de Porto Alegre, realizada no final de março ou no início de abril.
- Feira Estadual de Economia Popular Solidária, realizada na primeira semana de dezembro.
- Feira de Artesanato - Artesul, realizada preferencialmente na segunda semana de dezembro.
- Feira de Economia Solidária do Dia das Mães, realizada na semana anterior ao segundo domingo do mês de maio.
- Feira da Agricultura Familiar, realizada preferencialmente na segunda semana de novembro.



