A família Barbalho, que manda na política do Pará desde o século passado, está em festa. O pai, Jader Barbalho, circula pelos corredores da COP30 orgulhoso do encontro que a capital do seu Estado preparou — e dos filhos que seguiram seus passos.
Jader Barbalho Filho é ministro das Cidades e Helder Barbalho, o governador do Pará, cargo que o pai já ocupou.
Ao chegar para a abertura oficial da COP30, Helder falou à Rádio Gaúcha sobre sua expectativa em relação aos resultados da cúpula do clima.
— Espero que o fato das urgências climáticas cada vez mais exigirem de nós medidas urgentes possa fazer com que os líderes, com que os delegados sejam ambiciosos no financiamento climático, na redução das metas de tempo para que as entregas aconteçam. Precisamos aumentar nossas NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada, são os compromissos voluntários de cada país para contribuir com a meta global de enfrentamento ao aquecimento do planeta) e o melhor ambiente é a atmosfera da Amazônia que certamente impulsiona isso. E desejando, claro, que essas soluções passem por cuidar das pessoas.
O governador paraense está seguro de que a COP no Brasil coloca a floresta amazônica no centro das discussões, que nas edições anteriores eram muito focadas em transição energética.
— Essa COP concilia transição energética e coloca a floresta amazônica no centro das discussões, e isso, para nós, é absolutamente fundamental. Temos a maior floresta tropical do mundo, que precisa de agenda para criar projetos que passem por preservar a floresta e cuidar das pessoas. Essa é a minha expectativa — projeta Helder Barbalho.
Sobre a criação do fundo Florestas Tropicais para Sempre, anunciada na semana passada e que conta com a adesão de 58 países, Helder prevê que é possível gerar uma nova economia a partir do estoque florestal da Amazônia.
— Fundo deve ter esse papel, de fazer com que, através de financiamento para florestas tropicais, possamos assegurar monetização para preservação da floresta, possamos fazer pagamento por serviços ambientais e remunerar aqueles que preservam floresta.






