
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Enfim, foi definido o local para receber a Casa da Mulher Brasileira em Porto Alegre. Será no mesmo terreno onde funciona o Centro Vida, no bairro Rubem Berta, na zona norte da Capital — que serviu de abrigo para desalojados na enchente. A decisão foi tomada em reunião virtual do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher nesta sexta-feira (7).
A área de 8 mil metros quadrados foi cedida pelo Estado e está de acordo com as orientações e condições estruturais exigidas pelo programa. A secretária da Mulher, Fábia Richter, prometeu celeridade na construção da unidade. Ela deve se reunir nos próximos dias com a Secretaria de Obras Públicas para discutir as plantas arquitetônicas e de engenharia do projeto. A expectativa é que a licitação seja lançada até o final do ano.
— A escolha do local onde será construída a Casa da Mulher Brasileira em Porto Alegre está baseada em dados e evidências. O levantamento mostra que, nessa região, a 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) concentra quatro vezes mais registros de casos de violência do que a 1ª Deam. Ou seja, é uma decisão técnica e fundamentada em informações concretas, não em opiniões — detalha a secretária.
Os espaços integram a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, e reúnem serviços de acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica, apoio à autonomia econômica e proteção integral às vítimas. A casa abrigará também uma Deam, uma promotoria do Ministério Público e um núcleo da Defensoria Pública para orientação e acompanhamento dos casos de violência doméstica.
O governo federal destinou R$ 19 milhões para a unidade de Porto Alegre, e o governo do Estado vai aplicar mais R$ 380 mil para a construção. Também haverá uma casa em Caxias do Sul, que vai receber R$ 9,5 milhões para instalação e cuja área foi definida em julho.
Há meses, deputadas estaduais e federais cobram o Estado por mais celeridade na escolha da área. Apesar de ser um projeto do governo federal, a responsabilidade de definir o local ficou para o Piratini. A implantação dos centros foi tema da reunião entre a secretária da Mulher, Fábia Richter, com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, na terça-feira (5).






