
Para não deixar a sustentabilidade, bandeira do seu mandato, apenas no discurso, o presidente da Assembleia, Pepe Vargas (PT), adotou mais uma medida prática nesta quinta-feira (27). Pepe formalizou um novo contrato de fornecimento de energia elétrica no ambiente de contratação livre, reafirmando o compromisso do Pacto RS 25. A contratação foi aprovada pelo deputado e pela superintendente Administrativa Financeira, Cláudia Bonalume, após processo licitatório, via pregão eletrônico.
A contratação foi firmada com a empresa de São Paulo Matrix Comercializadora de Energia Elétrica S/A, pelo prazo inicial de 60 meses, podendo ser prorrogado até 10 anos. O novo sistema entrará em funcionamento em dezembro deste ano e irá atender à demanda energética dos prédios do Palácio Farroupilha e do Anexo. A iniciativa, considerada pioneira entre os legislativos estaduais do Brasil, faz parte do Plano de Logística Sustentável da Assembleia, proposta produzida pelo Conselho de Logística Sustentável e aprovada pela Mesa Diretora.
De acordo com o presidente, a contratação garante um menor preço da energia consumida, além de um desconto de 50% sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e define o valor global de R$ 4.059.000,00 pelo período de cinco anos. A economia direta estimada é de aproximadamente R$ 1,5 milhão (27,03%) ao ano em relação ao referencial anterior. Segundo Pepe, com o reajuste de 21%, anunciado pela concessionária, as projeções ficam ainda mais vantajosas: a economia pode alcançar R$ 2,5 milhões no período — cerca de 37% de redução em cinco anos.
— Além da redução de custos, o contrato assegura que 100% da energia consumida pela Assembleia seja proveniente de fontes renováveis (eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas) — comemora o deputado.
A empresa contratada deverá apresentar anualmente o certificado I-REC (International REC Standard), instrumento internacional de rastreabilidade, que comprova a origem limpa da energia.
A superintendente destaca que os preços permanecerão fixos no primeiro ano e, após, serão reajustados anualmente pelo IPCA-DI, garantindo previsibilidade e estabilidade financeira nas contas da instituição. Cláudia diz que modelos semelhantes já são utilizados por instituições como Ministério Público do RS, Banrisul, Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves.
Para o parlamento gaúcho, a medida representa ganho ambiental, modernização e eficiência de gestão, reforçando o compromisso da Casa com práticas sustentáveis e responsáveis.
— Estamos unindo responsabilidade fiscal e compromisso ambiental. Ao migrar para o ambiente de comercialização livre e contratar energia 100% renovável, garantimos economia importante para os cofres públicos e reforçamos o papel da Assembleia como instituição que lidera pelo exemplo na transição energética, redução do efeito estufa e iniciativas que promovem a sustentabilidade — disse Pepe.



