
Alvo da Operação Lamaçal, deflagrada pela Polícia Federal, o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, não é mais secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. Caumo colocou o cargo à disposição do governador Eduardo Leite em conversa nesta quinta-feira (13), e o pedido de exoneração foi aceito.
Com a saída de Caumo, o secretário-adjunto Fernando Classmann vai assumir a pasta interinamente até que o governador defina o novo titular. O Piratini planeja ter a definição até a próxima semana.
Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta quinta, Caumo antecipou que teria a conversa com Leite, reforçando sua intenção de permanecer no governo, já que a investigação não tem relação com o cargo atual.
Na operação da PF, são investigados contratos da gestão de Marcelo Caumo enquanto ele era prefeito, firmados após a enchente do ano passado.
Entenda o caso
A Operação Lamaçal, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU) na manhã de terça-feira (11), investiga R$ 120 milhões em contratos firmados pela prefeitura de Lajeado, no Vale do Taquari. Caumo foi prefeito do município entre 2017 e 2024.
O objetivo é apurar suspeita de superfaturamento após repasses de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), recebidos por aquele município do Vale do Taquari.
Na entrevista à Gaúcha, Caumo disse que é inocente. Garantiu que os contratos firmados em sua gestão estão dentro da lei e não houve descumprimento por parte das empresas. Ressaltou que apenas uma parte dos recursos sob investigação veio do governo federal e foi usado para contratar profissionais da saúde na época das enchentes — Lajeado foi afetada fortemente em 2023 e 2024.





