
Depois de alguns anos de ostracismo, no turbilhão das denúncias que o retiraram da lista de possíveis candidatos à Presidência da República e em que precisou recomeçar como deputado federal, Aécio Neves está de volta à ribalta. O neto de Tancredo Neves assumiu nesta quinta-feira (27) a presidência nacional do PSDB, disposto a tornar o partido novamente protagonista no cenário político do país.
Na posse, acenou com a possibilidade de apoiar Tarcísio Freitas para presidente, se ele não se apresentar "apenas como candidato de Bolsonaro". O deputado disse ter sido "injustiçado nos últimos anos", durante a Operação Lava Jato, e anunciou que sua meta é eleger 30 deputados federais e "recolocar o PSDB no tabuleiro político" nas próximas eleições.
Uma de suas primeiras ações será definir os rumos políticos das direções dos diretórios estaduais, inclusive o do Rio Grande do Sul.
— É prioridade — diz Aécio, que pretende resolver a questão gaúcha até o final da semana que vem.
O PSDB que Aécio assume não é nem sombra daquele que governou o Brasil de 1995 a 2002, com Fernando Henrique Cardoso, e que disputou o segundo turno nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014, com José Serra (duas vezes), Geraldo Alckmin e com ele mesmo. De 2018 para cá, o PSDB não só ficou fora do segundo turno, como murchou na Câmara, no Senado, nos governos estaduais e nas prefeituras.
No Rio Grande do Sul, o partido perdeu o governador Eduardo Leite para o PSD e deve encolher ainda mais na janela partidária de março. Mesmo assim, tem dois pré-candidatos a governador — Paula Mascarenhas, ex-prefeita de Pelotas, e Marcelo Maranata, prefeito de Guaíba.





