
O jornalista Paulo Egídio colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Após ser indiciada pela Polícia Civil por suposta apropriação de dinheiro da avó, Juliana Brizola (PDT) recebeu uma mensagem em tom solidário do governador Eduardo Leite. Em um trecho do texto, o governador escreveu que "a verdade vai prevalecer".
Na mensagem, Leite lembrou que foi alvo de denúncias relacionadas a exames de prevenção de câncer quando era prefeito de Pelotas. Em 2021, o Ministério Público arquivou o inquérito sobre o caso por não encontrar irregularidades.
Os dois mantêm a boa relação construída em 2024, quando Leite apoiou Juliana na campanha à prefeitura. Desde então, o PDT reforçou os laços com o Piratini.
Publicamente, a ex-deputada recebeu solidariedade de correligionários e de líderes de esquerda, como Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila.
Juliana nega a acusação com veemência e mantém as agendas políticas em Porto Alegre e no Interior.
Quarteto na berlinda
Quatro prefeitos terão pedidos de cassação julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral na quarta-feira: Rogério Monteiro (MDB), de Rio Pardo, Frederico Becker (PP), de Bom Jesus, Pedro Almeida (PSD), de Passo Fundo, e Cristian Wasem (MDB), de Cachoeirinha.
O Ministério Público Eleitoral opinou pela condenação de Monteiro e Becker e pela rejeição dos recursos contra Almeida e Wasem.
Toga a toga
Será em 24/11 a eleição para o comando do Tribunal de Justiça. Concorrem os desembargadores Antonio Vinicius Amaro da Silveira e Eduardo Uhlein, em uma disputa tão equilibrada quanto a balança de Themis.
Divaldo condenado
O ex-prefeito de Bagé Divaldo Lara foi condenado por improbidade administrativa em processo sobre fraudes na saúde. Conforme a sentença, ficou comprovado que ele recebia propina de R$ 40 mil mensais.
A defesa afirma que Divaldo é alvo de perseguições políticas, que teve negados pedidos de perícias contábeis e oitiva de testemunhas e que não há prova de conduta ímproba do político.

