
Se não quiser errar na área que está apresentando os melhores resultados em seu governo, Eduardo Leite precisa conduzir a substituição de Sandro Caron na Secretaria da Segurança Pública por critérios técnicos. A ideia de promover o número 2 da SSP, coronel Mario Ikeda, a secretário, mencionada pela coluna no fim de semana, teve excelente repercussão nas corporações.
Na Polícia Civil, a expectativa é de que em se confirmando o nome de Ikeda o adjunto seja um delegado ou uma delegada de polícia. Uma demanda natural, dado que são as maiores instituições vinculadas à Secretaria da Segurança.
Na Polícia Civil, o nome mais forte para o cargo é o da delegada Adriana Regina da Costa, que desde junho é subchefe de Polícia. Adriana é delegada desde 1999. Já foi titular de delegacias em Canoas e Porto Alegre, onde liderou unidades voltadas à proteção do idoso e ao atendimento à mulher.
Entre 2007 e 2012, foi titular da 2ª Delegacia de Polícia da Capital, que em 2010 foi reconhecida como a segunda melhor delegacia do Brasil em qualidade de serviços.
Em 2012, passou a dirigir a 1ª Delegacia Regional Metropolitana e, posteriormente, o Departamento Estadual de Proteção à Criança e ao Adolescente (Deca).
Em 2019, foi nomeada diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), função que exerceu até maio deste ano, quando foi designada para a Subchefia da Polícia Civil.
Para não deixar mal o chefe de Polícia, Leite pode promover para a subchefia outra pessoa da confiança de Heraldo Guerreiro, a delegada Vanessa Pitrez, hoje diretora de Inteligência. Relembrando, Inteligência é um dos três “is” sempre citados pelo ex-governador Ranolfo Vieira Júnior como essenciais para a redução da criminalidade - os outros dois são integração e investimentos.
No passado, a disputa de beleza entre Polícia Civil e Brigada Militar criou o dogma de que o secretário não poderia ser de uma corporação nem da outra, o que abriu espaço para políticos como José Otávio Germano, José Paulo Bisol, Enio Bacci e Cezar Schirmer serem chamados para o cargo.
Para evitar atritos, sucessivos governadores foram buscar seus secretários da Segurança na Polícia Federal (Leite, inclusive, ao convidar Sandro Caron), no Ministério Público e até no Exército.





