
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
O Rio Grande do Sul foi um dos destaques do Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O Estado foi reconhecido pela redução da insegurança alimentar grave e pelo bom funcionamento das instâncias do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Na primeira categoria, o RS reduziu a taxa de insegurança alimentar grave de 14,1% em 2022 para 1,8% em 2024, uma queda de 12,3 pontos percentuais — o melhor resultado da Região Sul. Já no quesito de funcionamento do Sisan, alcançou a nota máxima nacional, com 35 pontos, figurando entre os cinco Estados premiados, ao lado do Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Pernambuco.
Desde a criação da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e do Departamento de Segurança Alimentar e Combate à Fome, em 2023, o governo estadual tem concentrado esforços em ampliar programas e políticas de combate à fome e de segurança alimentar — como o Devolve ICMS, que já transferiu mais de R$ 1 bilhão a cerca de 600 mil famílias de baixa renda.
O secretário Beto Fantinel atribui o resultado à combinação de programas diretos e reorganização institucional.
— No combate à insegurança alimentar temos ações como a distribuição de kits de alimentos, o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional e a estratégia de reconhecimento de pontos populares. E no Sisan, através do assessoramento da Sedes, as adesões municipais cresceram 1160% — reforça.
O prêmio utiliza dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e da PNAD Contínua, e o resultado final será divulgado após a análise de recursos.





