
Dois oito cenários de primeiro turno propostos pela Quaest em sua pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial, em apenas um não há candidato com o sobrenome Bolsonaro. O que ocorre nessa hipótese? Nada muito diferente das outras simulações, em que o presidente Lula (PT) lidera com folga sobre o segundo colocado.
Também considerado politicamente improvável, esse cenário sem um Bolsonaro teria quatro governadores concorrendo. Nessa simulação, Lula tem 39% das intenções de voto, Tarcísio de Freitas (Republicanos), 18%, Ciro Gomes (PDT), 12%, Ronaldo Caiado (União Brasil), 4%, Romeu Zema (Novo), 4%, indecisos, 5% e branco, nulo ou não vai votar, 18%.
Quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entra na pesquisa, sem Tarcísio, faz 21%, Ciro Gomes, 10%, Ratinho, 10%, Zema, 4%, Caiado e 3%.
Com os mesmos possíveis adversários, Eduardo Bolsonaro faz 15%. Lula vem em primeiro com 35%, Ratinho tem 12%, Ciro Gomes, 11%, Zema, 5%, Caiado, 4%.
Nos quatro cenários seguintes, Lula varia de 41% a 43%, índice suficiente para vencer no primeiro turno, porque teria mais de 50% dos votos válidos. Eduardo Bolsonaro faria 17% concorrendo apenas com Lula (42%) e Tarcísio (19%); 20% se os adversários fossem Lula 41%) e Ratinho (17%); 22% com Lula (43%) e Zema (11%) e 23% com Lula (43%) e Caiado (10%).
Contra Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos e dificilmente voltará ao Brasil para a eleição, porque teme ser preso, pesa a altíssima rejeição. Nada menos do que 68% dos entrevistados responderam que conhecem o deputado e não votariam nele. O pai é rejeitado por 63% e a madrasta, Michelle, por 61%.




