
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Enquanto nomes mais conhecidos dos gaúchos disputam composição de coligações para a corrida pelo Piratini, o recém-criado partido Missão (que adotou o artigo feminino, como a Rede) busca conquistar espaço no cenário. Para isso, a sigla, ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), aposta no policial rodoviário federal Evandro Augusto, de 44 anos, anunciado como pré-candidato ao governo do Estado.
Evandro é jornalista e atua na PRF há 11 anos. Como principais problemas do Estado que pretende enfrentar, o policial aponta uma dívida de R$ 133 bilhões, os gargalos logísticos "que travam a economia gaúcha" e também a "infiltração silenciosa" do crime organizado na máquina pública — cujo enfrentamento será uma das principais bandeiras do partido.
— A Missão me convidou a liderar um projeto que enfrente de forma realista esses desafios. Com coragem e imaginação, vamos recolocar o Rio Grande do Sul como protagonista no Sul do Brasil — projeta Evandro.
Conhecido na região de Santa Cruz do Sul, o policial também pretende combater o que chamou de "política dos entregadores de emenda", se referindo aos parlamentares que distribuem verbas pelo Estado em troca de apoio político.
Depois de alcançar o número necessário de assinaturas para formalização do partido, em junho, a Missão recebeu aval do Ministério Público Eleitoral na semana passado para registro formal da legenda. Agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem até o final de outubro para analisar o pedido de registro.
O novo partido, que tem os deputados do União Brasil Kim Kataguiri e Arthur do Val como principais líderes, usará o número 14 nas urnas, que pertencia ao extinto PTB.
— Evandro tem reconhecimento da população pelo trabalho no combate à corrupção e pela atuação firme na Segurança Pública. A Missão nasce para recolocar o Estado em posição de protagonismo nacional, valorizando suas potencialidades. Buscaremos formar uma chapa majoritária que represente esse propósito — declarou o presidente estadual do Missão, Jota Júnior.


