
Em linguagem popular, pode-se dizer que o Judiciário fez “barba, cabelo e bigode” nesta terça-feira (28) na Assembleia Legislativa. A facilidade com que os deputados aprovaram um pacotão com impacto de até R$ 172 milhões anuais pode ser explicada pela capacidade de articulação da atual direção do Tribunal de Justiça. Nem a polêmica contratação de assessores de confiança, sem concurso público, encontrou resistência na Assembleia.
O placar de cada projeto atesta que a costura foi feita ponto por ponto com os deputados e teve aval do Palácio Piratini. O único deputado a votar contra os três projetos foi Felipe Camozzato, do Novo.
A criação de 30 cargos de desembargador e de 90 cargos de assessor para esses magistrados teve 42 votos favoráveis e cinco contrários — Tiago Simon (MDB), Matheus Gomes e Luciana Genro (PSOL) e Capitão Martim (Republicanos) acompanharam Camozzato. O projeto que autoriza a duplicação do número de cargos de confiança (CCs) por gabinete foi aprovado por 46 a 1.
Já o projeto que cria novas varas e juizados, com os cargos e funções necessárias ao seu funcionamento, passou com o placar de 45 a 1. Esse projeto também promove alterações na carreira dos servidores, ampliando a possibilidade de crescimento salarial, o que explica as galerias lotadas e os cartazes pedindo a aprovação do PL 325/25.





