
A propósito de alguns questionamentos sobre o indiciamento da ex-deputada Juliana Brizola (PDT), por supostamente se apropriar de dinheiro da avó, Dóris Daudt, a coluna esclarece:
- A curatela ficou com o filho Alfredo Daudt Júnior por quase um mês (de 29 de janeiro de 2025 a 27 de fevereiro de 2025) e, desde então, a tutela da avó está com Juliana. Foi nesse período que o tio teve acesso à conta conjunta e constatou que o salto estava negativo em R$ 44 mil e que Juliana havia feito empréstimos de R$ 100 mil e R$ 420 mil, em nome da avó. Em 2024, Dóris recebeu uma indenização de R$ 1,8 milhão, por ser viúva de Alfredo Daudt, punido pela ditadura militar e anistiado após a morte. Ela também recebe uma pensão de R$ 25 mil, de acordo com o inquérito.
- O indiciamento ocorreu no dia 17 de outubro. A repórter Adriana Irion tomou conhecimento no dia 21 e, como já vinha acompanhando a investigação, produziu o material publicado na coluna no dia seguinte, depois de receber os contrapontos de Juliana, de seus advogados e dos advogados de Alfredo Daudt Júnior. Nada foi publicado antes porque até então era somente uma briga familiar.
No relatório final, a delegada Ana Luiza Caruso citou gastos considerados “exorbitantes” com cartões de crédito, incompatíveis com a vida de uma pessoa de 99 anos, que vive acamada, como em restaurantes de luxo, agência de viagem e lojas de bebidas alcoólicas.
Teorias conspiratórias
As teorias conspiratórias disseminadas em redes sociais sobre o indiciamento de Juliana Brizola são exatamente isso: teorias conspiratórias.
Tudo o que ela precisa fazer para evitar uma condenação é explicar as transferências para terceiros, entre os quais estão a mãe e o irmão, e provar que o dinheiro foi devolvido.
Se tivesse feito isso durante o inquérito, a delegada Ana Luiza Caruso não a teria indiciado.




