
A propósito da nota em que a coluna mostrou os sinais de uma repetição da prévia em que os dois ex-governadores petistas ficaram em lados opostos em 2002, quando disputaram uma prévia, Tarso Genro garante que e ele e Olívio estão perfeitamente afinados:
— Não há nenhuma divergência entre a minha posição e a do Olívio sobre a necessidade de formação de uma ampla frente política para disputarmos as eleições em 2026. Ambos estamos de acordo que devemos ampliar o leque de alianças nos Estados, para fortalecer a candidatura Lula, e que não devemos nos apresentar perante os nossos aliados nos Estados com uma proposta fechada de chapas.
Tarso diz que ele e o Instituto Novos Paradigmas, que propôs a formação de uma frente ampla, não trabalham com a tese de o PT renunciar à cabeça de chapa, “mas com a ideia de todos os partidos do campo progressista tentarem construir unidade antes de baterem o martelo em qualquer nome”.
O ex-governador diz que Olívio não se opõe a essa ideia e que inclusive participou de várias reuniões do Novos Paradigmas, mas o fato é que no fim de semana Olívio circulou pela região sul do Estado com Edegar Pretto e o tratou como “próximo governador”.
— O campo democrático de centro-esquerda no Estado tem um leque de possibilidades para formar, por negociação política madura entre os partidos, uma chapa majoritária vitoriosa para as eleições de 2026. Essa questão será resolvida ouvidas as suas bases, pelas direções institucionais dos partidos políticos deste campo, no Rio Grande do Sul — completa Tarso.
O ciclo conduzido pelo Novos Paradigmas foi, segundo seu idealizador, “no sentido de sugerir um método para que os partidos possam definir com esse horizonte de negociação, expressando o que, na sociedade, democratas de vários matizes desejam: 'conseguir unidade que barre o avanço fascista no RS e conquistar vaga no Senado'”.
Nas bases do PT, há o temor de que os acenos à candidata Juliana Brizola enfraqueçam Pretto a ponto de os eleitores acreditarem que não será candidato. As conversas de Juliana Brizola com o Podemos também provocaram incômodo, dado que o perfil do partido no Estado é de centro-direita.
Marroni defende frente ampla
O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni, que recepcionou Olívio Dutra e Edegar Pretto na Região Sul, defende o que chama de “posição estratégica do PT nacional de buscar aliança ampla":
— Esta é uma eleição nacional e isso repercute na posição dos partidos nos Estados. No âmbito interno de cada partido se apresentam candidaturas e o companheiro Edegar Pretto continua sendo nosso pré-candidato. A ideia de ter Juliana Brizola candidata, defendida pelo PDT, tem muita legitimidade e é de grande importância para a construção de uma frente ampla. O importante de um acordo político é que todos entendam que se deve escolher a melhor chapa para vencer.





