
O recuo do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), garantindo a aliados que será candidato à reeleição, movimentou o cenário político nesta sexta-feira (26). O presidente do PSD, Gilberto Kassab, adicionou lenha na fogueira ao dizer que, neste caso, o partido apoiará a reeleição de Tarcísio e lançará candidato à Presidência.
Embora seja voz corrente que aposta no governador do Paraná, Ratinho Júnior, Kassab manteve o discurso de que o PSD tem duas opções, e que o governador Eduardo Leite é uma delas.
Em São Paulo desde quinta-feira (25) para participar de um evento da Comunitas, Leite conversou com líderes de diferentes partidos e manteve a cautela que vem adotando nos últimos meses, mas sem jogar a toalha.
— O cenário ainda é muito movediço. Há 15 dias, a candidatura de Tarcísio era dada como certa. Hoje, ele está dizendo que disputará a reeleição, mas daqui a pouco pode mudar de novo. Eu seguirei sustentando que precisamos escapar da polarização entre o petismo e o bolsonarismo — disse Leite à coluna.
A candidatura de Ratinho teria a simpatia de Jair Bolsonaro, mas nada garante que não seja torpedeada por Eduardo Bolsonaro, que, dos Estados Unidos, vem detonando Tarcísio e todos os que tentam ocupar o lugar do pai. Outra possibilidade é Michelle Bolsonaro ser candidata, o que deixaria Ratinho em situação complicada.
Leite se apresenta como o único pré-candidato que não é ligado nem a Lula nem a Bolsonaro, mas está jogando parado. Oficialmente, diz que não vai ficar “cavando esse espaço” de candidato, mas está à disposição do PSD:
— Minha prioridade é a sucessão no Rio Grande do Sul. Somos um grupo que está junto há 12 anos. Tenho dito aos líderes dos partidos que é legítimo cada um ter seu candidato, mas que essa construção tem de ser feita entre os que estão no nosso governo e não com a oposição que combate tudo o que fizemos.
Apesar de seu candidato natural ser o vice-governador Gabriel Souza (MDB), Leite considera possível uma outra composição, liderada pelo PP ou pelo PDT. E admite que o Senado está no seu radar:
— A sucessão é a minha prioridade, porque não quero colocar em risco as vitórias que conquistamos. Estamos construindo o processo sucessório e, nessas conversas, existe abertura para que eu seja candidato ao Senado, o que é uma possibilidade — disse o governador.





