
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
No encontro que terá na quarta-feira (1º) com uma comissão do PT, o senador Paulo Paim repetirá que está "à disposição do partido" para concorrer à reeleição em 2026. Paim voltou atrás da decisão de não disputar novo pleito, informada à direção petista em novembro do ano passado. O senador mudou de ideia depois de receber apelo de movimentos sociais e sindicais para concorrer.
Perto de encerrar seu terceiro mandato, aos 75 anos, o senador diz que não vê problemas em concorrer novamente. Entretanto, Paim não quer disputar prévias internas do PT, e coloca a decisão no colo do partido.
— Não estou me propondo a fazer disputa com ninguém. Gostaria que o partido discutisse amplamente se acham que eu somo e onde eu somo mais. Quero somar. Não sou problema, sou solução. Se o partido disser que tenho que ser candidato, estou pronto a caminhar nesse sentido. Não tenho problema nenhum em concorrer ou não, só vou concorrer se for pra ajudar. E não tem nenhuma imposição de minha parte, só quero ajudar, sem vetar ninguém, todos são bons candidatos — garantiu à coluna.
Uma comissão integrada pelo presidente estadual do PT, Valdeci Oliveira, e pelos dirigentes Carlos Pestana, Cícero Balestro e Júlio Quadros, irá a Brasília na quarta-feira (1º) conversar com Paim.
Logo depois desse encontro, Paulo Pimenta e Edegar Pretto, pré-candidatos ao Senado e ao Piratini, terão reunião com o senador e com a comissão para tratar dos próximos passos. A segunda vaga do Senado estava reservada para um aliado. O nome preferido é o da ex-deputada Manuela D’Ávila, que o PSOL pretende filiar até o final deste ano.
À coluna, Paim elogiou Manuela, com quem teve um encontro em Brasília nesta segunda-feira (29) para discutir justamente o futuro eleitoral de ambos. Em suas redes sociais, a ex-deputada publicou uma foto e avaliou a conversa como "proveitosa".
"Paim me contou que está ouvindo com carinho o que os trabalhadores e as trabalhadoras têm lhe dito sobre disputar mais uma eleição no Senado", escreveu.
Frente ampla
Paulo Paim saiu em defesa de uma frente ampla no Rio Grande do Sul para a disputa do governo do Estado. Ele entende que os integrantes de uma eventual aliança precisam avaliar o conjunto da obra, e não apenas o próprio partido, na hora de formar a chapa.
— Se eu entro numa composição para dizer que o meu partido tem um candidato, então não tem frente ampla. Quando se fala em frente ampla, tem que estar aberto à discussão de todos os nomes que vão compor numa costura partidária. Tem que ter uma composição entre todos os partidos dispostos a construir.






