
A direção do PSOL não embarcou na articulação liderada pelo ex-governador Tarso Genro para garantir a unidade da esquerda na eleição de 2026. Embora o deputado Matheus Gomes tenha participado do último encontro, na Casa Verso, com a presença de Juliana Brizola (PDT), Manuela D’Ávila (sem partido), Paulo Pimenta (PT) e Edegar Pretto (PT), a direção do PSOL esclarece que o partido não aderiu a esse movimento.
Em nota assinada pela presidente estadual, Gabi Tolotti, e pelo presidente do diretório de Porto Alegre, vereador Roberto Robaina, o PSOL diz que o PT está começando mal a discussão sobre a unidade de esquerda nas eleições de 2026.
“Faz a propaganda sobre a necessidade de unidade em reuniões de institutos privados e sequer convida a direção do PSOL. É lamentável”, diz a nota encaminhada à coluna.
Robaina disse que a forma escolhida por Tarso, de começar a discussão pelos pré-candidatos e pela cúpula dos partidos, não funciona porque é “inorgânica” e não funciona:
— Somos a favor da unidade, mas sem uma discussão profunda ela vai malograr como tantas vezes.
O vereador diz que o deputado Matheus Gomes foi à reunião “por conta própria”, mas concorda que a unidade só se faz de modo orgânico, com a participação da base e das direções partidárias.
Confira a íntegra da nota
O PSOL está na linha de frente para enfrentar a extrema direita e o neoliberalismo. Nesse sentido a unidade eleitoral será uma tarefa da esquerda. Mas para que não se tenha novas frustrações, tudo precisa ser bem-feito.
O PT infelizmente está começando mal a discussão sobre a unidade de esquerda nas eleições de 2026. Faz a propaganda sobre a necessidade de unidade em reuniões de institutos privados e sequer convida a direção do PSOL. É lamentável.
Além do mais, sequer pauta quais métodos serão usados para a escolha dos nomes (muitas vezes, as frentes não foram adiante porque o PT não abriu mão da cabeça de chapa na disputa). O presidente do PDT, Romildo Bolzan, por exemplo, já declarou que não acredita que a frente apoie Juliana Brizola e deixou claro que isso é pré-condição. E o PSOL não acredita que o PDT rompa com o governo Leite. Nada disso pode ser encarado seriamente sem uma discussão honesta e fraterna.
Apenas fotos para a imprensa não garantem nada.
Gabi Tolotti - presidente do PSOL estadual
Roberto Robaina - presidente do PSOL de Porto Alegre




