
Apresentado nesta quinta-feira (18) pelo governador Eduardo Leite e pelo secretário do Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, o programa Família Gaúcha nasce com a intenção de se tornar referência no Brasil. Mais do que os R$ 200 que serão repassados às 10 mil famílias beneficiadas na primeira fase, a inovação é acompanhar e orientar as famílias para que consigam encontrar a porta de saída para não depender mais de auxílios de governo.
Construído em parceria com as prefeituras, que ficarão encarregadas de contratar os Agentes de Desenvolvimento da Família, o programa vai além da distribuição de renda. Os agentes farão visitas mensais e acompanharão a situação da família, dando orientações sobre empregos compatíveis com o perfil de cada pessoa e formas de empreender para gerar renda.
— Queremos acabar com esse mito de que pobre não trabalha porque não quer ou que o Bolsa Família é culpado pela dificuldade das empresas de encontrar mão de obra. Os visitadores vão ajudar essas famílias vulneráveis a buscarem uma vida melhor — diz o secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel.
O secretário define o programa como "um percurso de superação da pobreza". Por meio de convênio com o Centro de Integração Empresa-Escola, serão identificadas, por exemplo, vagas de menor aprendiz ou de estágio para que os filhos comecem a se preparar para o trabalho e não se tornem eternos dependentes do governo. Os visitadores também ajudarão a identificar as necessidades de serviços públicos para as famílias mais vulneráveis — da confecção de um documento de identidade à necessidade de atendimento na área da saúde.
Nesta primeira fase, somente 92 municípios se habilitaram para participar do programa. Porto Alegre, com 2 mil famílias, terá 69 visitadores credenciados.





