
Mais do que o fato de ficar somente seis meses no cargo — porque será candidata em 2026 — o que levou o governador Eduardo Leite a desistir da indicação da deputada estadual Nadine Anflor (PSDB) para a Secretaria da Mulher foi a possibilidade de a cadeira dela ser assumida por Jessé Sangali, do PL.
Não interessa ao governo trocar uma deputada fiel na Assembleia por um suplente que se elegeu pela federação PSDB –Cidadania, migrou para o PL, concorreu a vereador em Porto Alegre e deve ser candidato a deputado em 2026.
A delegada Nadine era a candidata natural porque, além de ser aliada do governador, foi chefe de polícia e conviveu com os problemas enfrentados pelas mulheres. Ela sabe quais são as políticas públicas necessárias para reduzir a violência contra a mulher, garantir mais autonomia e independência financeira, facilitar o acesso ao mercado de trabalho. Na Assembleia, Nadine promete apoiar a secretária Fábia Richter e a sua equipe, se for demandada para ajudar a estruturar a pasta.
Fábia, a escolhida, é uma gestora experiente. Ex-prefeita de Cristal, enfermeira de formação e com extensa folha de serviços prestados na área da saúde.
— Minha escolha indica que o governador quer alguém que conheça a gestão pública e que logo faça a secretaria funcionar. Que se relacione com os municípios e com as entidades — disse Fábia à coluna.
A secretária toma posse em 1º de outubro. Fábia também deverá ficar somente seis meses no cargo, já que é pré-candidata a deputada federal pelo PSD, partido do governador.



