
Uma nova rodada de discussões sobre a unidade dos partidos de esquerda na eleição de 2026 no Rio Grande do Sul ocorreu nesta quinta-feira (4), na Casa Verso, em Porto Alegre. Organizado pelo Instituto Novos Paradigmas, liderado pelo ex-governador Tarso Genro, o encontro reuniu dois pré-candidatos ao Piratini, Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT), e dois aspirantes ao Senado, Manuela D’Ávila (ainda sem partido) e Paulo Pimenta (PT), além de líderes de PT, PDT, PSOL e PSB.
O grupo concordou que é preciso buscar a convergência para evitar a vitória da extrema direita no Rio Grande do Sul. Também houve convergência na concepção da defesa da soberania, com o reconhecimento de que o Brasil está sendo agredido na sua autonomia política e institucional pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Juliana disse que todos precisam pensar em fazer algum tipo de sacrifício.
— O mais importante estamos fazendo: conversando. Hoje é mais um passo. Saímos sabendo que não é uma tarefa fácil, mas é determinante. O PDT está disposto a construir esta frente para barrar a extrema direita.
Edegar Pretto foi na mesma toada:
— Também estou muito à vontade e muito feliz de podermos sentar para conversar, com tempo razoável, para buscar consenso. As nossas derrotas fizeram muito mal ao Rio Grande do Sul. Venho da Expointer, maior feira da América Latina, onde a todo momento falta luz. O Estado perdeu capacidade de investir.
Pimenta disse que a conjuntura nacional mudou, e que a promessa de votar a anistia é o preço da lealdade de Tarcísio Freitas ao bolsonarismo, para viabilizar sua candidatura. Completou que, se isso ocorrer, o governador Eduardo Leite (PSD) estará na mesma chapa.
— Isso mudaria a eleição aqui no Rio Grande do Sul, o que torna o desafio da frente ainda mais importante — completou.



