
Uma cena chamou atenção de quem esteve no Palácio Piratini nesta quinta-feira (250 para acompanhar o lançamento do chamado SUS Gaúcho, programa que ampliar em R$ 1 bilhão as verbas para a saúde. Foi o protagonismo do vice-governador Gabriel Souza, que pouco antes participara de um painel na 24ª TranspoSul — Feira e Congresso de Transporte e Logística — no Centro de Eventos da Fiergs.
Como tinha viagem marcada para São Paulo, o governador Eduardo Leite discursou e saiu no meio da cerimônia, deixando para o vice e para a secretária da Saúde, Arita Bergmann, a assinatura do documento que formaliza o SUS gaúcho.
Nesta sexta-feira, Gabriel estará na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, para acompanhar o leilão da parceria público-privada (PPP) dos aeroportos Lauro Kortz, de Passo Fundo, e Sepé Tiaraju, de Santo Ângelo. O vice estará acompanhado dos secretários Ernani Polo, de Desenvolvimento Econômico, e Pedro Capeluppi, da Reconstrução.
A cada vez maior exposição do vice, que nunca foi decorativo, faz parte da estratégia de Leite de torná-lo mais conhecido, já que será ele o candidato da situação em 2026. O argumento principal da campanha será de que nenhum dos pretendentes conhece melhor os problemas do Estado e a engrenagem da máquina pública.
Gabriel também se envolveu diretamente na elaboração da proposta de Orçamento de 2026, já que deverá ser ele o governador por nove dos 12 meses do ano, com a provável renúncia de Leite para concorrer.
Vice dos sonhos

No painel do qual participou na TranspoSul, Gabriel Souza ficou ao lado do secretário Ernani Polo, o vice dos sonhos do MDB.
Polo é deputado estadual licenciado do PP, partido que está hoje dividido em três fatias — um grupo quer a aliança com Gabriel, outro defende a coligação com Luciano Zucco e o terceiro deseja a candidatura própria.
A chapa Gabriel Souza-Ernani Polo tem apoio de segmentos importantes do empresariado.
Pedágio sim, com tarifa menor
Em entrevista ao Gaúcha Atualidade nesta quinta, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (Setcergs), Delmar Albarello, fez duas críticas à falta de investimentos em infraestrutura — rodovias, ferrovias e hidrovias.
Albarello disse que o setor que representa prefere pagar pedágio a ter estradas sucateadas ou de pista simples, mas ressalvou que a tarifa precisa ser razoável.
Especificamente em relação ao Bloco 2 das rodovias estaduais, os transportadores de cargas concordam com a concessão privada, mas consideram importante reduzir a tarifa proposta, mesmo que isso seja feito com a utilização de recursos do Fundo Rio Grande, o Funrigs, como o governo pretende fazer.




