
Depois de o senador Paulo Paim comunicar ao PT que não seria candidato em 2026, a direção estadual foi surpreendida com movimentos contraditórios do senador, que embaralharam as cartas e obrigaram o partido a fazer uma parada estratégica nas negociações para a formação de uma frente ampla.
Paim era esperado para a reunião do diretório estadual, realizada no sábado (27), mas ligou para o presidente Valdeci Oliveira informando que não poderia participar.
Como tem dito que não é candidato, mas “se pedirem” ele aceita disputar a eleição, o PT precisa saber o que Paim quer, afinal, já que todos os principais líderes trabalhavam com a certeza de que ele se aposentaria ao final do mandato, em 2026.
Diante da ausência do senador, que quase não vem ao Rio Grande do Sul, uma comissão integrada pelo presidente estadual do PT, Valdeci Oliveira, e pelos dirigentes Carlos Pestana, Cícero Balestro e Júlio Quadros irá a Brasília na quarta-feira (1º) conversar com Paim.
Logo depois desse encontro, Paulo Pimenta e Edegar Pretto, pré-candidatos ao Senado e ao Piratini, terão reunião com Paim e com a comissão para tratar do andamento dos próximos passos. A segunda vaga do Senado estava reservada para um aliado. O nome preferido é o da ex-deputada Manuela D’Ávila, que o PSOL pretende filiar até o final deste ano.
Paim tem dito que não aceita disputar uma prévia. Logo, se decidir ser candidato, as negociações em andamento voltam à estaca zero. Se Pimenta não for candidato ao Senado, seus aliados querem reabrir a discussão sobre a candidatura ao Piratini. Por isso, tanto Pimenta quanto Pretto têm interesse em resolver a situação o mais depressa possível.
A reunião do diretório aprovou um texto base que servirá de referência para os encontros regionais do partido e que deve nortear a campanha de 2026. Entre os principais pontos estão o fim da escala 6x1 para os trabalhadores, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, taxação dos super-ricos e redução da taxa de juro.



