
Escolhido pelo prefeito Sebastião Melo para comandar o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) no início do segundo mandato, Bruno Vanuzzi deixará o cargo de diretor-geral nos próximos dias. A prefeitura não confirma a saída, mas o próprio Vanuzzi disse à coluna que pediu para sair:
— Estou precisando dar mais atenção à família, está muito corrido. Acho que já dei minha cota de contribuição e de sacrifício.
Vanuzzi não soube responder quem será seu substituto nem o que vai fazer a partir de agora. Disse que o boicote dos técnicos já era esperado e faz parte do jogo.
A informação oficial da prefeitura é de que “Vanuzzi não vai cair”. Em bom português, significa que poderá assumir outro cargo, com mudanças que estão em estudo no primeiro escalão.
Pela lógica e pelo perfil, Vanuzzi pode assumir a Secretaria de Parcerias, o que exigiria a transferência de Giuseppe Riesgo para outro cargo. Mas apesar de concordar que o ainda diretor do Dmae tem características adequadas para a pasta, Riesgo garante que não vai deixar a Secretaria.
No governo de Nelson Marchezan (PSDB), Vanuzzi foi chefe dessa pasta. Pelo bom desempenho, acabou sendo convidado para assumir o mesmo cargo no governo do Estado, de onde saiu para um período na iniciativa privada.
Vanuzzi estava na Multiplan quando recebeu o convite de Melo para assumir o Dmae. A ideia era preparar a autarquia para a concessão — cujo projeto já está na Câmara Municipal —, mas ele acabou se atritando com os técnicos que não aceitam a ideia do prefeito de transferir parte dos serviços para o setor privado.
O secretário de Comunicação, Luiz Otávio Prates, garante que não haverá mudança na Secretaria de Parcerias:
— Estamos trabalhando na ideia de organizar uma estrutura para se dedicar exclusivamente à concessão. Posso garantir que Vanuzzi não vai assumir a Secretaria de Parcerias. O projeto do Dmae é robusto, grande, tanto que ficou praticamente todo fora da secretaria.





