
O jornalista Fábio Schaffner colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Eduardo Leite ainda não definiu seu futuro político. Com pouca margem para viabilizar uma candidatura presidencial pelo PSD, o governador está numa encruzilhada: renuncia para concorrer ao Senado ou conclui o mandato sem disputar a eleição de 2026.
Leite não simpatiza com uma nova renúncia, o que seria inédito no RS. É cada vez maior a chance de ele permanecer no cargo e começar 2027 em um emprego na iniciativa privada, provavelmente nos Estados Unidos. Convites não faltam, no país e no Exterior.
Legado
O Republicanos está de saída do governo Leite. Em nome da estratégia eleitoral para 2026, a direção nacional orientou o deputado Carlos Gomes a deixar a Secretaria de Habitação até dezembro. Na reta final, Gomes está acelerando a regularização de 60 mil imóveis da Cohab no Estado.
Bom filho
José Fortunati está voltando ao PT. Vereador mais votado da história de Porto Alegre, Fortunati deixou o partido em 2001, após ser perder a prévia que escolheu Tarso Genro como candidato à prefeitura. Desde então, passou por PDT, PSB, PTB União Brasil e PV. A filiação contará com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Fortunati concorre a deputado federal em 2026.
Mano changes (de partido)
Filiado ao PSDB, Mano Changes cogita migrar para o MDB e concorrer a deputado federal. O partido está assustado com a falta de candidatos competitivos e teme perder cadeiras com a aposentadoria de Márcio Biolchi e a saída de Osmar Terra. As principais apostas do MDB por enquanto são Alceu Moreira e Juvir Costella.
Band-aid socialista
Após quatro meses de cisão, o PSB está remendado no Estado. Derrotado no congresso que deu a presidência a José Stédile, o ex-deputado Beto Albuquerque havia recorrido à direção nacional, pedindo intervenção sob alegação de irregularidades no pleito. Para não aprofundar ainda mais a fenda, o partido dividiu o diretório entre os dois grupos. Stédile ficou com 11 cargos da executiva. Beto, com os seis restantes. A decisão salomônica não agradou nenhum dos lados.
Tchau
Any Ortiz pode conquistar uma carta de anuência do Cidadania para deixar o partido. O clima azedou de vez após os votos da deputada a favor da PEC da Blindagem e pela urgência da anistia.



