
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro estragou a festa de filiação do deputado Osmar Terra (ex-MDB) ao Partido Liberal (PL). Mesmo sem Bolsonaro para abonar a filiação, como estava previsto, Terra formalizou o ingresso no partido, confirmado em dezembro do ano passado, depois de uma série de desmentidos.
A troca foi possível antes da janela porque o MDB deu a ele uma espécie de salvo-conduto, garantindo que não recorreria à Justiça para garantir a cadeira.
A convivência tinha se tornado insuportável, já que desde 2020 o deputado estava em rota de colisão com o partido, afastando-se cada vez mais do centro e votando com a direita. Com a entrada de Terra, o PL do Rio Grande do Sul passa a ter seis deputados e deve ganhar ainda Maurício Marcon (Podemos) na janela de 2026.
Três deles estiveram ao lado de Terra e do presidente Valdemar Costa Neto na filiação — o presidente estadual do PL, Giovani Cherini, Luciano Zucco e Ubiratan Sanderson. Os outros dois são Bino Nunes e Marcelo Moraes.
— Osmar Terra, que já foi ministro da Cidadania e do Desenvolvimento Social, terá no PL todo o acolhimento e o apoio necessário para desenvolver o seu trabalho — disse Cherini, empolgado com a ampliação do poder de fogo do PL na Câmara.





