
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Pela primeira vez desde que assumiu o Estado, em janeiro de 2019, o governador Eduardo Leite visitou as obras da barragem do Jaguari, em São Gabriel. Acompanhado da secretária de Obras, Izabel Matte, Leite conheceu a estrutura que promete garantir o abastecimento de lavouras em época de estiagens e regular o nível dos rios em período de cheias.
As obras da barragem começaram em 2009, mas os trabalhos ficaram parados entre 2012 e 2018 e seguiram, depois desse período, em marcha lenta. Atualmente, a construção está 87% concluída e deve ser entregue no primeiro semestre de 2026.
No total, já foram pagos R$ 232 milhões na obra, sendo que R$ 124 milhões foram aportados pelo governo do Estado e o restante pela União. O Piratini calcula que mais R$ 98 milhões serão investidos até a conclusão do empreendimento — R$ 89,3 milhões do Estado e R$ 8,7 milhões do governo federal.
Empolgado em conhecer o que ainda é um canteiro de obras e com o ritmo dos trabalhos, Leite garante que o investimento e a retomada das obras só foram possíveis a partir da equalização das contas do Estado.
— A recuperação fiscal foi fundamental para tirar obras como essa do papel. Paralelamente, estamos trabalhando nos estudos para os canais de distribuição das águas na região, o que vai ser muito importante para enfrentamento de ciclos de estiagem e para aumentar a produtividade no campo. É uma obra transformadora da realidade da região — celebra o governador.
No mês passado, o governo deu início à elaboração do projeto da tubulação adutora, que vai alimentar o sistema de canais para levar água que será usada na irrigação de aproximadamente 117 mil hectares. Também está prevista a construção do canal bypass, que devolve a água da barragem para o arroio e libera a vazão excedente quando o sistema estiver cheio.
A estrutura de terra está com quase 24 metros de altura e deve crescer cerca de 1,5 metro no seu ponto mais alto até a conclusão das obras. O barramento (o “corpo” da barragem que segura a água) terá mais de um quilômetro de extensão e o reservatório, 138,17 milhões de metros cúbicos de água — o equivalente a cerca de 55,3 mil piscinas olímpicas, ocupando 1.798 hectares, ou mais de 2,5 mil campos de futebol.
Sistema Taquarembó-Jaguari

Na quarta-feira (20), a secretária Izabel visitou a construção da barragem de Taquarembó, em Dom Pedrito. Assim como a de Jaguari, a obra ficou parada durante anos e só foi retomada neste ano. Mesmo distante da conclusão, com 58,7% das obras prontas, a construção deve ficar pronta até o final de 2026.
Já foram investidos R$ 107 milhões em Taquarembó, entre recursos estaduais e federais, e mais R$ 143 milhões devem ser aportados até a conclusão. Ao final, a obra terá o custo de R$ 251 milhões, sendo R$ 107,6 milhões do Estado e R$ 143,3 milhões da União.
Taquarembó tem 382 metros de comprimento e altura máxima de 34 metros, com largura de cinco metros. O reservatório terá 116 milhões de metros cúbicos de água, ou 46,4 mil piscinas olímpicas, ocupando um espaço de 1.240 hectares, cerca de 1,7 mil campos de futebol.
— Estas duas barragens eram, no início de nossa gestão, um dos maiores desafios a enfrentar. Só havia uma opção, a de viabilizar a conclusão das obras. Agora, vemos o resultado da dedicação, e o Rio Grande do Sul terá, enfim, um grande reforço no enfrentamento às cheias e às secas — destacou Izabel.
As barragens atenderão os 235 mil habitantes de seis municípios: Cacequi, Dom Pedrito, Lavras do Sul, Rosário do Sul, Santana do Livramento e São Gabriel. A região é tradicional na cultura agrícola, focada em arroz, soja e milho.




