
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
O Tribunal Regional Eleitoral do RS manteve por unanimidade a condenação do ex-candidato à prefeitura de Porto Alegre pelo PROS Rodrigo Maroni, por injúria, calúnia e difamação contra Manuela D'Ávila. Ela concorreu na eleição de 2020 pelo PCdoB, contra Maroni.
Maroni foi condenado a um ano, dois meses e 10 dias de detenção em regime aberto, com a possibilidade de substituição por prestação de serviços à comunidade. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Três manifestações de Maroni, proferidas durante debate eleitoral na Band, em 1º de outubro de 2020, foram utilizadas pela defesa de Manuela no processo. Para a ação sobre calúnia, ela cita o caso em que o então candidato afirmou que Manuela tinha uma "milícia" pessoal na cidade.
Para o caso de difamação, Manuela aponta a manifestação em que Maroni faz referência ao relacionamento que ambos tiveram no passado, utilizando o caso para fazer ofensas pessoais ela, com cunho eleitoral.
Já a injúria teria ocorrido em um comentário em que Maroni diz que Manuela se refere a outros parlamentares de forma antifeminista e a considera uma pessoa homofóbica.
— Embora o dano tenha sido irreparável, mesmo tendo passado já algum tempo, é muito importante que esses casos sejam reconhecidos e condenados pelo judiciário brasileiro. Até para que não se repita com nenhuma outra mulher — reforça Manuela.
Maroni não quis entrar em detalhes sobre a confirmação da condenação:
_ Esse assunto para mim ficou no passado e não tenho qualquer interesse. Foi parte de um debate público político. Apenas isso. Algo comum em todas eleições. Sempre fui sincero em tudo que disse, sem qualquer arrependimento. Meus advogados estão tomando as medidas necessárias com relação a questões judiciais.
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