
Se é sincera a dúvida de Tarcísio Freitas (Republicanos) entre disputar a reeleição, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (22) serviu para aumentar a inquietação. Pelos dados apurados na pesquisa, o que Tarcísio terá de escolher é entre uma reeleição praticamente certa e uma eleição presidencial desafiadora, que envolve o futuro de Jair Bolsonaro e dos filhos.
A avaliação de Tarcísio em São Paulo explica por que ele é favorito se disputar a reeleição. Seu governo é aprovado por 60% dos eleitores, de acordo com a Quaest.
Na pesquisa de intenção de voto ele lidera com vantagem suficiente para, se a eleição fosse hoje, se reeleger no primeiro turno. São 43% contra 21% de Geraldo Alckmin (PSB), que não é pré-candidato ao governo de São Paulo.
Alckmin deve concorrer novamente a vice de Lula, pela fidelidade, equilíbrio e boa relação com o empresariado.
Os outros nomes pesquisados pela Quaest têm desempenho sofrível em São Paulo. A deputada Erika Hilton (PSOL) tem 8%. Paulo Serra (PSDB), 3%, e Felipe D’Ávila (Novo), 2%.
O quadro em São Paulo ainda vai mudar até a eleição. O PT ainda não mostrou as cartas. O PSD de Alckmin deve indicar um nome forte. E os partidos do centrão aguardam a definição de Tarcísio (seu preferido) para ver quem lançar se ele não for candidato. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, é o mais provável caso Tarcísio resolva disputar o Planalto.




