
As medidas restritivas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro têm o peso de uma prisão domiciliar. Porque a partir de agora Bolsonaro não poderá usar as redes sociais, manter contato com diplomatas ou se aproximar das embaixadas. Significa que ele será monitorado 24 horas por dia, para evitar que fuja do país pela fronteira terrestre, já que está sem passaporte, ou que se refugie numa embaixada de país disposto a lhe conceder asilo.
Havia nos últimos dias muita especulação de que, diante do fracasso da investida de Donald Trump para fazer o Supremo Tribunal Federal suspender o processo contra Bolsonaro, o ex-presidente poderia pedir asilo na embaixada dos Estados Unidos ou da Argentina, dois países governados por presidentes de direita.
O que Bolsonaro e os filhos vêm fazendo nos últimos dias se caracteriza como tentativa de obstrução da Justiça. O ex-presidente chegou a dizer que se tivesse o passaporte liberado viajaria aos Estados Unidos para negociar com Donald Trump a redução de tarifas.
Pelo tom da carta de Trump, divulgada na quinta-feira, não se descarta um novo aumento de tarifas antes mesmo da entrada dos 50% previstos para 1º de agosto. A reação do presidente Lula no encontro da UNE e, mais tarde, no pronunciamento em rede nacional de TV, combinada com a operação da Polícia Federal, deve acirrar ainda mais os ânimos na já tensa relação com Donald Trump.





