
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Revoltados com o tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil, militantes de esquerda protestaram em frente ao consulado dos Estados Unidos, em Porto Alegre, nesta terça-feira (22).
Durante cerca de uma hora, ao meio-dia, manifestantes ligados a partidos políticos, além de entidades como Cpers e CUT, estenderam a bandeira nacional em frente ao prédio na Avenida Assis Brasil e exibiram cartazes com a frase "O Brasil não é quintal".
O objetivo da mobilização era defender a soberania nacional e repudiar as ameaças de Trump — além do tarifaço, o grupo criticou a abertura de investigações do governo norte-americano sobre o Pix e a Rua 25 de Março, em São Paulo. No ato, os manifestantes repetiram o discurso de Lula, que categorizou as medidas do presidente dos EUA como "chantagem inaceitável" e "grave atentado à soberania nacional".
Representantes de PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSTU e Unidade Popular (UP) participaram da manifestação. Chamou atenção a adesão de PDT e PSB — que levaram membros ao protesto e cujos logos estavam impressos nos cartazes. No RS, as siglas ocupam a base do governo estadual, liderado por Eduardo Leite, mas negociam apoio à candidatura petista em 2026 ao Piratini.
Único parlamentar presente, o deputado Adão Pretto relatou que a militância criticou a postura de subordinação aos interesses norte-americanos de alguns deputados gaúchos, e contou que os participantes também fizeram demandas pelo fim da escala de trabalho 6x1 e a taxação dos super-ricos.
— Foi um ato pacífico e político para protestar contra essa taxação absurda imposta pelo presidente Trump contra o povo brasileiro. Simplesmente por uma motivação política que não condiz com a verdade. Só aqui no Estado são milhares de trabalhadores que podem perder o emprego por uma imposição sem diálogo do governo estadunidense — defendeu.



