
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
De volta ao Brasil, trazendo na bagagem um mestrado em Administração Pública na Escola de Governo de Harvard, Fábio Ostermann (Novo) voltou à atuação política e prepara sua candidatura em 2026. O ex-deputado pretende disputar novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados, dessa vez apegado ao discurso de que está mais preparado.
Após voltar dos Estados Unidos, Ostermann assumiu a Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais do Novo. Ele é relator da modernização do estatuto do partido, cuja reformulação foi aprovada em março do ano passado com o objetivo de simplificar as regras, permitir a criação de movimentos internos e descentralizar o comando do partido. O ex-deputado também lidera a estruturação de novos diretórios pelo país.
— Escolhi me qualificar ainda mais, buscando as melhores referências do mundo, porque acredito que o Brasil precisa de políticos preparados para enfrentar os desafios com seriedade, coragem e resultados. Temos uma missão enorme pela frente: fortalecer o Novo como uma referência ética, técnica e ousada na política brasileira. Não se trata apenas de eleger nomes, mas de transformar a forma como se faz política no país — projeta.
Na eleição de 2026, Ostermann vai tentar mais uma vez se eleger deputado federal. A nominata do Novo também terá o deputado estadual Felipe Camozzato e o vereador de Porto Alegre Thiago Albrecht. O atual deputado Marcel Van Hattem deve disputar uma vaga no Senado. Para a Assembleia Legislativa, o Novo irá lançar a candidatura do também vereador da Capital Ramiro Rosário.
Em 2016, ligado ao movimento Livres, Ostermann disputou a prefeitura de Porto Alegre pelo PSL, mas acabou na sexta colocação, com pouco mais de 7 mil votos. Dois anos depois, rompeu com o partido após a filiação de Jair Bolsonaro, com quem alegou incompatibilidade de visões políticas, e migrou para o Novo.
No final do ano, foi eleito deputado estadual em 2018 com 48.897 votos, mas viu seu eleitorado cair praticamente à metade quatro anos depois, quando se candidatou a deputado federal. Com 25.894 apoiadores, ficou na suplência de Van Hattem em 2022.




