Em no máximo 30 dias, o prefeito Sebastião Melo encaminhará à Câmara de Vereadores o projeto em que pede autorização para privatizar a Carris. O projeto não entrará em detalhes sobre o modelo de privatização. Isso está sendo definido por uma consultoria contratada ainda na gestão de Nelson Marchezan.
Melo adianta que o terreno da empresa no bairro Partenon, avaliado em cerca de R$ 40 milhões, não deve entrar na negociação. Será vendido à parte, para pagar o passivo trabalhista, que passa de R$ 18 milhões.
Nesta segunda-feira (19), o prefeito terá uma reunião com a direção da Carris, que pede mais dinheiro para pagar as contas do mês:
– Me pediram R$ 6 milhões, mas me neguei a repassar. Não é aceitável manter a Carris pública, com um custo de operação 40% maior do que o das empresas privadas.
Antes de encarar a polêmica da venda da Carris, os vereadores têm pela frente dois projetos estratégicos para a gestão de Sebastião Melo: o da reforma da previdência e o da quebra do monopólio da Procempa. O prefeito espera que os dois sejam votados nos próximos 30 dias.


