
Definida no fim de semana em São Paulo, a estratégia do Movimento Brasil Livre (MBL) para crescer é ocupar espaços a partir das cidades, com a eleição de 2020. Em princípio, o MBL vai participar das eleições municipais nas principais cidades na carona dos partidos que abrigam seus simpatizantes.
— Se isso não for possível, a ideia é criar mesmo um partido de direita — confirma Jerônimo Goergen (PP-RS).
O senador eleito Luis Carlos Heinze (PP-RS) também participou do encontro.
Como explicar a criação de mais um partido em meio a tantos já existentes? Goergen diz que o Brasil precisa de uma nova organização de direita, que seja liberal na economia e conservadora nos costumes.
A avaliação é de que os partidos tradicionais precisam se reinventar, porque a eleição mostrou que não estão sendo capazes de se comunicar com o eleitor. O PSL e o Novo, que mais se aproximariam do conceito do grupo, não preenchem os requisitos.
Os líderes do MBL entendem que o PSL não tem capacidade de elaboração de um pensamento político e considera algumas estatais intocáveis. O Novo não serve porque é muito restritivo e tem "um teto":
— O Novo não aceita fazer composições e acaba se isolando.



