
Os vereadores de Porto Alegre definiram na tarde desta segunda-feira o nome de Cassio Trogildo (PTB) para presidente da Câmara Municipal em 2016. Mais cinco vereadores foram escolhidos para compor a mesa diretora da Câmara no ano que vem:
1º Vice-Presidente - Guilherme Socias Villela (PP)
2º Vice-Presidente - Delegado Cleiton (PDT)
1º Secretário - Paulo Brum (PTB)
2º Secretário - Engenheiro Comassetto (PT)
3º Secretário - Mário Manfro (PSDB)
Foram 23 votos favoráveis e três contrários ao nome do parlamentar. Fernanda Melchionna e Professor Alex Fraga, do PSOL, e Marcelo Sgarbossa do PT votaram contra a indicação de Trogildo para a presidência da Câmara.
Após as eleições de 2012, Cássio Trogildo foi acusado pelo Ministério Público de ter usado a estrutura da Secretaria de Obras da Capital - da qual ele havia sido titular até março daquele ano - para "prestar serviços asfálticos e de iluminação em desacordo com a lei para angariar votos".
Em 2013, o Tribunal Regional Eleitoral acatou a denúncia do MP e cassou o mandato do vereador por abuso de poder político e econômico. A defesa de Trogildo recorreu e o processo chegou ao Tribunal Superior Eleitoral em 2015. O ministro do TSE, Luiz Fux, manteve a decisão do TRE, que confirmou a cassação do mandato.
Em outubro deste ano, uma medida cautelar manteve o futuro presidente da Câmara Municipal no cargo. A decisão vale até o julgamento do último recurso protocolado pela defesa dele no Tribunal Superior Eleitoral.
À Zero Hora, o vereador Cassio Trogildo afirma que está confiante e "muito tranquilo" com a situação.
– Foi a justiça que me trouxe até aqui. As acusações foram consideradas improcedentes no primeiro grau e busquei uma cautelar em Brasília – afirmou o petebista, explicando que o momento é de "consagração".
No início da atual legislatura, em 2013, o nome do vereador foi indicado pelo partido para assumir a presidência da Casa no último ano, em 2016. Caso Trogildo seja cassado novamente pelo TSE até o dia 04 de janeiro - dia em que toma posse - o PTB, partido dele, indica outro nome da sigla para assumir o cargo mais importante do legislativo municipal.
Se a decisão do TSE ocorrer entre o dia 05 de janeiro e 31 de dezembro, o vice-presidente toma posse de forma interina até novas votação entre os vereadores.
A defesa do vereador recorrerá ao STF caso haja decisão desfavorável.

