
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A trajetória do primeiro hospital gaúcho dedicado exclusivamente ao tratamento da tuberculose ganha um espaço de preservação permanente em Porto Alegre. Na próxima quinta-feira (17), a Casa da Memória Unimed Federação/RS inaugura o Memorial do Sanatório Belém, reúne um acervo documental e iconográfico que atravessa quase um século de história da medicina no Rio Grande do Sul.
O acervo exposto inclui imagens, além de vídeos históricos, teses acadêmicas do início do século 20, equipamentos médicos da época e livros raros — entre eles o "Livro de Ouro" da instituição.

A curadoria da exposição é assinada pelo historiador da arte José Francisco Alves e pelo jornalista Salus Loch, que também coordena a Casa da Memória ao lado do presidente da Unimed Federação/RS, o médico Nilson Luiz May. A iniciativa contou ainda com o suporte do médico Luiz Augusto Pereira.
Origem e legado
A instituição começou a receber os primeiros pacientes em 15 de maio de 1940, mas a inauguração oficial ocorreu em 12 de outubro de 1943, em cerimônia comandada por Getúlio Vargas.

Projetado para ser uma das estruturas mais modernas da América do Sul no combate à tuberculose, o Sanatório Belém serviu como berço para o desenvolvimento da tisiologia no Estado. A partir de sua atuação, surgiram desdobramentos na rede hospitalar gaúcha, como o Sanatório Partenon, fundado em 1951, e o Pavilhão Pereira Filho, em 1965.
Com a mudança na política pública de combate e tratamento da tuberculose na década de 1970, o complexo foi reestruturado. Em 1975, passou a atuar como hospital geral sob o nome de Hospital Parque Belém, mantendo o atendimento à comunidade até o encerramento definitivo de suas atividades, em maio de 2017.





